As bombas políticas no campo minado do Governo Temer não param de explodir

temer-1O teor das delações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não traz nenhuma novidade para muitos políticos. Fazendo usufruto ou não das propinas travestidas de doações legais, a classe política brasileira conhece bem como funciona negócio.

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Está (ou estava) tudo naturalizado. A população engolia as campanhas milionárias. Dinheiro retirado, sem pena, dos serviços essenciais, negligenciados Brasil afora. A Justiça Eleitoral fingia que não via. Afinal, ninguém nunca se importou em saber a origem dinheiro, apenas se era declarado ou não. E, claro, boa parte era declarado.

As esperanças de muitos políticos envolvidos é que as delações não passem de palavras ao vento, sem provas e sem rastros. Para alguns, a sorte não será generosa.

Nesta quinta-feira (16), mais um ministro de Temer pediu pra sair: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do Turismo. Já foi ministro de Dilma e ex-presidente da Câmara. O peemedebista não aguentou a pressão. É peça recorrente na Lava Jato e esteve na lista de 26 nomes citados por Sérgio Machado na delação, agora, liberada para todo mundo ler.

Alves é alvo de dois pedidos de abertura de inquérito feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, que ainda não se pronunciou.

Ele é só mais uma peça podre do governo interino. Um governo que não conseguiu, em 30 dias, uma sequência tranqüila de três dias com uma pauta positiva na economia. A última tentativa foi de apresentar o projeto que estabelece teto para os gastos públicos. Uma tentativa abafada pela crise política interminável. Estamos numa esteira. Correndo, correndo, suando, olhando nuvens carregadas, sem sair do lugar.

Sem condições de resolver as bombas políticas, o governo Temer continua encurralado, como o de Dilma. Até quando ele aguenta? Quem será o próximo ministro?

Complicando    O ministro do TCU, Vital do Rêgo Filho, pode até se salvar, se ninguém conseguir provar que ele esteve envolvido em esquemas de recebimento de propina e pedágio, quando senador influente do PMDB. Mas é inegável que a situação dele só piora quando delatores fazem referência ao seu nome. Delcídio, Gim Argelo e, agora, Sérgio Machado.

Destino da Água    A Frente Parlamentar da Água da AL/PB realiza audiência pública nesta sexta-feira em São José de Piranhas, Alto Sertão. O presidente da Frente é o deputado estadual Jeová Campos, que propôs uma discussão sobre o destino e melhor aproveitamento da água.

O esgoto vai se misturar    Se não está na pauta, já passou da hora dos parlamentares discutirem o lançamento do esgoto de muitas cidades em rios e reservatórios que vão receber água do SF. O problema acontece nos Eixos Norte e no Leste. Retirar a sujeira era condição para ter acesso à água, mas pelo vistos será mais uma norma descumprida. A obra da transposição está quase concluída, mas o trabalho de esgotamento sanitário em algumas cidades não passa dos 10%.

Aplicativo da campanha    O pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PTB, Wilson Filho, lança nesta sexta-feira (17), às 9 horas, aplicativo de celular para campanha. Na ferramenta, ele vai receber propostas e sugestões dos eleitores que podem ser incluídas no programa de governo. Mesmo com ajuda da tecnologia, Wilson diz que vai continuar com as reuniões e plenárias nos bairros.

Jornal da Paraíba

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